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Algumas vezes sinto nojo dos homens que já dediquei o mais sincero sentimento de amor e devoção. Acontece, não só comigo, sei de algumas amigas. A questão é que, ultimamente, parece que cada vez menos tenho direito de escolha, sou obrigada a aceitar… Sou?
É como se o sexo oposto estivesse em guerra, continuamente, buscando novas formas de traição, sabotagem, agressão, ridicularização. E o inimigo somos nós, mulheres, pelo menos essa é a impressão que passam. Quatro anos depois, dez anos depois, quinze anos depois, aparecem na minha vida como fantasmas completamente arrependidos fuçando os estilhaços do que existiu um dia. Como se eu permanecesse congelada, sem nenhuma mudança ou amadurecimento.
Justo eu.
Justo eu que acredito que um relacionamento precisa se pautar mais pela convivência do que pelo protocolo ou “status de relacionamento”. Pela diversão, por coisas simples como bilhetes. Admiro casais que viajam, recebem amigos, estudam fotografia, reciclam o lixo. Talvez o correto seja mesmo cortar qualquer vínculo antigo, já escutei essse conselho.
