ensaio
A seguir as pixações, fotografadas pelos itinerários onde custumo transitar. Sempre com suas frases curiosas e bem grafadas, a maioria não é grafite trata-se de pixação mesmo, a velha contravenção tão comum nas grandes cidades. Podem ser consideradas destruição do patrimônio alheio ou público, mas existem desde que me entendo por gente. São pretexto para declaração de paixões pelos muros da cidade, outras seguem a linha dos tradicionais protestos políticos. Chega a ser poético, embora poluam graficamente o visual. Sobraram imagens, pretendo continuar colecionando essas frases curiosas.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
discussões na cinemateca ///
“…a única solução que existe no horizonte é o populismo, porque existe uma história em curso, uma evolução das coisas, é preciso que exista um líder que represente todas as lutas sociais, suas tensões, seus anseios. Mas na verdade esse representante é sempre um fraco que talvez não tenha preparo, vocação, nem disposição para continuar representando as lutas dessas classes”.
Rubens Machado Jr., durante análise de “Terra em Transe” e do conjunto de filmes do Cinema Novo, livre-docente em Teoria e História do Cinema na Usp.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
criatividade nas paredes
… numa conversa de bar, reza a sabedoria jornalística: é onde surgem as melhores ideias. E foi numa dessas conversas assim, descomprometida de horários e comportamentos engessados, na qual comentou-se sobre um ensaio fotográfico, dessas frases curiosas escritas pelas paredes da cidade em pixações. Contornado as dificuldades técnicas, talvez até sexta-feira seja publicado algumas imagens aqui sobre isso. Faz agum tempo já, talvez um semestre. E de lá para cá, percebi várias frases desse tipo em lugares inusitados, inclusive algumas escaparam. Em Minas Gerais, por exemplo, esqueci de fotografar uma que dizia assim “todos nós nos julgamos certos aos nossos olhos, mas Deus enxerga os nossos corações”, em frente a uma lanchonete no centro da cidade. E outra ainda, clássica, perto do ex-bairro onde minha família residia “muda que o medo é uma forma de opressão”. Escrita desse jeito mesmo com o “que” onde caberia um “porque”. Talvez volte lá apenas para fotografar essas frases, gostaria que me enviassem por email…
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
poemas da amiga ///
A tarde se deitava nos meus olhos
E a fuga da hora me entregava abril,
Um sabor familiar de até-logo criava
Um ar, e, não sei porque, te percebi.
Voltei-me em flor. Mas era apenas tua lembrança.
Estavas longe doce amiga e só vi no perfil da cidade
O arcanjo forte do arranha-céu cor de rosa,
Mexendo asas azuis dentro da tarde.
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus amigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a Liberdade.
Saudade…
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade…
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.
Mário de Andrade
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
rodovia com trânsito lento
“Sorria. Você está sendo atrapalhado por um”.
Frase escrita no pára-choque de um caminhão, seguia tranquilamente pela BR-381 à tarde, domingo passado.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
encontros performance ///
A primeira edição do Encontros Performance aconteceu no Centro Cultural Rio Verde na segunda quarta-feira de outubro, outros encontros estão previstos para as segundas quartas-feiras dos próximos meses. Foi uma manifestação estética de vanguarda, bem organizada, amparada no trabalho anterior do grupo, influenciado por Gerald Thomas, pelo teatro de Vertigem, entre outras referências.
Ruy Filho, diretor do Grupo de teatro Antro Exposto conseguiu alcançar o mais difícil, uma identidade teatral de trabalho, uma linguagem instigante e inovadora. Durante a noite impactante, as pessoas estavam livres para participar das manifestações, descansar, comer e beber dentro do espaço do Centro Cultural. Projeções de vídeos, trabalhos de percussão, distorções sonoroas, performances teatrais e projetos de artes plásticas ocuparam os vários ambientes do casarão de tijolos na Vila Madalena. Tudo isso simultaneamente, acompanhado por um ruído de britadeira que aumentava de súbito, incomodando o público.
As fotos abaixo sobre a montagem plástica e teatral que recebeu o nome de “Casulo do Nascimento”.

Entrada do Centro Cultural na rua Belmiro Braga. Performance do "Casulo..."



Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
churrasco de gato
Em homenagem à querida Thay, ex-colega de redação, porque eu sei que ela gosta muito dessa música. A montagem de slides é mal feita, mas mostra essa coisa tão Brasil, tão singela, tão à toa. Tão alegria freak.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Legendado
Trecho do post do Domingos de Oliveira, diretor de cinema. Depois de algumas horas à deriva pela internet, pesquisando sites sobre cinema, não consegui deixar de ler esse movimento crítico chamado “Dogma Fúria“.
“O DOGMA DO FÚRIA
1. Fazer com que o DOGMA FÚRIA se transforme em padrão de qualidade. O DOGMA não é obrigatoriamente uma declaração de pobreza.
2. Todo grupo tem de ter seu líder. Ou diretor. O diretor, no caso, Domingos Oliveira, não é um cargo. É uma função. A função de ter a última decisão sobre qualquer assunto que concerne ao grupo. O diretor é uma pessoa eleita pelo grupo pra realizar essa indispensável função.
3. O caso de discordância inconciliável do grupo com seu diretor representará para nós um momento de alegria, posto que representa a criação de um novo grupo (que deverá chamar-se Fúria 2) representado por outro diretor.
4. As aulas, palestras, transmissão de conhecimentos e até notas de ensaio feitas pelo diretor do Grupo Fúria devem ser lições de liberdade e conter sinceramente a máxima de Nietzsche, “quem for meu discípulo que não me siga”.
5. O ator tem a obrigação de seguir, mesmo discordando, as instruções do diretor. Fazer com toda a entrega duas ou três vezes. Se ainda assim discordar, deve criar uma contenda séria com o diretor. Chegam a um acordo ou mesmo a destruição do projeto. Não queremos por aqui atores obedientes.
6. Há algo no ator que depende do que ele é. Os invejosos, autopiedosos, excessivamente competitivos serão naturalmente excluídos do grupo”.
Para quem gostou tem mais lá:
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Pesquisar
Entradas recentes
Categorias
- Uncategorized (173)





